terça-feira, 1 de julho de 2008

Me dê um nome, uma lágrima, mas me dê algo

And I'm bleeding, and I'm bleeding, and I'm bleeding
Right before the Lord
All the words are gonna bleed from me and I will think
No more.
And the stains coming from my blood
Tell me go back home.

(The White Stripes)


A queda aponta o sangue como impulso vital do nascimento. Todos corremos para o banheiro. Para a sala. A desatenção fere num segundo o choro. As posturas impelidas ao tempo de um gemido, de um espaço sujo, de uma vez por todas o fôlego acaba. Todos para o centro. Círculo. Deitados. De pé. Enquanto eles falam o tempo segue zerando. Nunca estamos aqui. Não por inteiro. É pedir demais. Para a dor. Para a noite. Por cada ponto o dedo caminha. Os órgãos torcem. Às vezes a vida também. Nada disto está junto. Coma a sua fatia com o peito no chão. O coração na garganta. É por isso que você não o vomita. Perder isso. Perder sangue. Correr pela porta. Lá fora. Choro alto. Baixo. Alto. Uma gota se perde no caminho. As outras descem o ralo. Os pontos que unem as coisas. Que nos unem. Numa carona. Num bar. Num instante é tempo suficiente. Ao menos a dor torce para que seja.

Um comentário:

ChrystineSilva disse...

O coração dói,
Bate rápido, lento,
Será que ele nunca vai sossegar?

Aguardo anciosamente o momento em que as coisas voltarão para seus devidos lugares...